Acessibilidade e inclusão
São nos pequenos detalhes, são nas mudanças de olhares que
podemos ver a transformação das políticas para inclusão.
As pessoas com diversas deficiências sempre existiram, pois
a diversidade de corpos é inerente à todas as espécies. Porém, por muito tempo
foram tratadas como incapazes, muitas vezes vivendo escondidas em seus lares ou
em total dependência de seus responsáveis. O mundo também não era para essas pessoas. A
elas cabia a adaptação e o isolamento. Porém, esse quadro começou a mudar a
partir de alguns modelos, como o médico, o social e o de independência.
O modelo médico foi desenvolvido por especialistas da área
da saúde de forma que as pessoas com deficiência se adaptassem ao mundo. Apesar
de muitos avanços tecnológicos e de tratamento, esse modelo pressupõe a
existência de um mundo padrão, onde todos devem se adaptar a eles. Não leva em
consideração as especificidades de cada pessoa, suas vontades.
Muitas terapias desenvolvidas nesse modelo ainda são utilizadas
para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência, porém nesse
modelo ainda não está presente o conceito de inclusão e cidadania.
Com o modelo social, a sociedade deve se adaptar, e aí vemos
transformações arquitetônicas, em um primeiro plano, mas também pedagógicas, do
mercado de trabalho, de políticas públicas.
Somente com o terceiro modelo, o da vida independente, as
pessoas com deficiência são encaradas como cidadãs com direitos e deveres, que
devem ter oportunidades de acesso à educação, trabalho, lazer. Nesse modelo
trata-se a questão da igualdade de direitos respeitando-se as diferenças. Assim,
é importante e enriquecedor o convívio com a diversidade, tanto para as pessoas com deficiência quanto
para as outras pessoas a troca de experiências de vida. Nesse caso, a inclusão
só é possível quando rompemos a barreiras de acesso e garantimos a igualdade de
oportunidades.
Quando penso na educação, ainda é possível visualizar muitas
barreiras que necessitam seu enfrentamento. Na imagem abaixo, podemos ver que é
impossível aplicar as mesmas metodologias de ensino e avaliação para alunos com
diferentes potencialidades. E acredito que é justamente na educação que devemos
fomentar essa mudança de visão: de tratarmos nossos alunos como pessoas com
diferentes potenciais, e a escola como um dos locais que devem propiciar os
meios para o seu desenvolvimento.
#PraCegoVer: Charge em que estão um pássaro, uma cobra, um macaco, um pinguim, um elefante, um aquário com peixe em cima de um tronco de árvore, uma foca e um cachorro enfileirados. Ao fundo tem uma árvore. Em frente aos animais há um homem sentado que diz: Para que a seleção seja justa, todos passarão por uma prova. Subam na árvore!

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